terça-feira, 20 de julho de 2010

Venha visitar a exposição "Cadernos de Desenho" no MusA

Exposição termina dia 31 de julho. Entrada gratuita!




A exposição Cadernos de desenho será realizada no Museu de Arte da UFPR - MusA,
em Curitiba, com abertura e conversa sobre a exposição no dia 1 de julho, às 16h00. A
exposição integra o projeto homônimo, contemplado pelo Edital Elisabete Anderle, que
compreende uma exposição itinerante e um livro (a ser publicado em breve), ambos
resultados das atividades da pesquisa sobre as obras e processos dos seguintes
artistas: Carlos Asp, Fernando Lindote, Julia Amaral, José Antônio Lacerda, Raquel
Stolf e Yiftah Peled.

Além de Curitiba, a exposição já foi realizada em Florianópolis, no Memorial Meyer
Filho e na Galeria de Arte da Fundação Cultural de Criciúma. Na Galeria Municipal
de Arte Victor Kursancew, em Joinville, a exposição acontecerá no mês de agosto.
A concepção do projeto é de Aline Dias. Produção e pesquisa foram realizadas por
Aline Dias, Ana Lucia Vilela e Julia Amaral e incluiu a visita aos ateliês dos artistas
convidados, provenientes de diferentes gerações, com linguagens e produções
artísticas singulares, bem como abordagens e usos distintos do desenho em seus
processos.



SERVIÇO
O quê: Exposição Cadernos de desenhos
Quando: abertura no dia 1 de julho,
quinta-feira, às 16h00. Visitação de1 a 31
de julho de 2010, de segunda a sexta, das
9h às 18h e sábado das 9h00 às 13h00.
Onde: Museu de Arte da UFPR - MusA.
Endereço: Rua 15 de novembro, 695, 1º.
Andar. Centro – Curitiba.
E-mail: musa@ufpr.br



Sobre a pesquisa:
Como se dá, atualmente, a prática do desenho no campo da arte? Que formas o
desenho assume em cada processo? Qual a relação com a idéia de projeto, ou seja,
de que forma o pensamento desenhado se transpõe (quando isso acontece) para
outro meio?
Com essas e outras questões em mente e ainda com o intuito de, ainda
que precariamente, inventariar as formas que o desenho vem assumindo na
contemporaneidade bem como conhecer as especificidades desta expressão na
prática artística dos artistas citados, invadimos (de forma consentida) a intimidade dos
seus processos, fuçamos seus ateliers, folheamos seus caderninhos, perguntamos
insistentemente sobre suas intenções e procedimentos e registramos com fotografia e
gravação sonora as visitas. Neste processo se deu a escolha das obras que integram
a exposição.


Mais sobre o projeto e abordagens do desenho:

Desde que não é mais próprio ao desenho a representação de objetos, idéias,
sensações através de signos gráficos dispostos numa superfície bidimensional,
o desenho não se extinguiu mas, ao contrário, assim desapropriado, proliferou
em facetas. A partir da produção artística dos anos sessenta, podemos pensar no
desenho enquanto projeto, instalação, linha, registro, diálogo com a arquitetura,
volume, fronteira, delimitação do espaço, ferramenta de formulação e imaginação;
ou seja, o desenho se desdobrou do campo da representação e aproximou-se ao
pensamento. Se o desenho não representa algo pensado, ele passa a ser o próprio
meio do pensamento; o desenho pensa.

Diante da impossibilidade (e irrelevância) de formular uma definição de desenho,
podemos inventariar a diversidade de sua prática e sua relação com o processo
artístico, e é isto que esta exposição propõe.
Não partimos, portanto, nem de uma idéia predefinida de desenho, nem de
desenhos dos artistas alinhavados por uma temática, mas sim das especificidades
e desdobramentos que o desenho apresenta no processo de cada artista. É esta
pluralidade de práticas de desenho que o visitante terá a oportunidade de apreciar.

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