quinta-feira, 29 de julho de 2010

MAE faz homenagem ao Porto de Paranaguá com a mostra "Séries do Porto"

A mostra abre nesta sexta-feira comemorando os 75 anos do Porto


A UFPR está participando das comemorações dos 75 anos do Porto de Paranaguá, com uma exposição sobre as atividades e a evolução do Porto no MAE - Museu de Arqueologia Etnologia

A mostra será aberta às 18h30min desta sexta-feira, dia 30. A mostra "Séries do Porto" mostra 26 pinturas relacionadas com a principal atividade econômica da cidade. São obras em óleo sobre tela e técnicas variadas que retratam navios, paisagens, cargas e trabalho dos estivadores.

Para marcar a abertura da mostra, será realizado um concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná, a partir das 20h, na Praça 29 de julho, em frente ao MAE. As visitas estarão abertas até 31 de outubro, de terça a domingo, das 10 às 17 horas.

Informações poderão ser obtidas pelo telefone (41) 3310-2754.

(Texto: Assessoria de Comunicação da UFPR)


Serviço:

Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná
Data: 30/07/2010
Horário: 20h
Local: Praça de Eventos 29 de julho. Paranaguá.

Mostra Séries do Porto
Data: 30/07/2010 (abertura para autoridades e convidados) até 31/10/2010 (somente de terça-feira a domingo)
Horário: das 10 às 17h
Local: Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá – Rua XV de Novembro, 575 – Setor Histórico – Paranaguá.

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Venha visitar a exposição "Cadernos de Desenho" no MusA

Exposição termina dia 31 de julho. Entrada gratuita!




A exposição Cadernos de desenho será realizada no Museu de Arte da UFPR - MusA,
em Curitiba, com abertura e conversa sobre a exposição no dia 1 de julho, às 16h00. A
exposição integra o projeto homônimo, contemplado pelo Edital Elisabete Anderle, que
compreende uma exposição itinerante e um livro (a ser publicado em breve), ambos
resultados das atividades da pesquisa sobre as obras e processos dos seguintes
artistas: Carlos Asp, Fernando Lindote, Julia Amaral, José Antônio Lacerda, Raquel
Stolf e Yiftah Peled.

Além de Curitiba, a exposição já foi realizada em Florianópolis, no Memorial Meyer
Filho e na Galeria de Arte da Fundação Cultural de Criciúma. Na Galeria Municipal
de Arte Victor Kursancew, em Joinville, a exposição acontecerá no mês de agosto.
A concepção do projeto é de Aline Dias. Produção e pesquisa foram realizadas por
Aline Dias, Ana Lucia Vilela e Julia Amaral e incluiu a visita aos ateliês dos artistas
convidados, provenientes de diferentes gerações, com linguagens e produções
artísticas singulares, bem como abordagens e usos distintos do desenho em seus
processos.



SERVIÇO
O quê: Exposição Cadernos de desenhos
Quando: abertura no dia 1 de julho,
quinta-feira, às 16h00. Visitação de1 a 31
de julho de 2010, de segunda a sexta, das
9h às 18h e sábado das 9h00 às 13h00.
Onde: Museu de Arte da UFPR - MusA.
Endereço: Rua 15 de novembro, 695, 1º.
Andar. Centro – Curitiba.
E-mail: musa@ufpr.br



Sobre a pesquisa:
Como se dá, atualmente, a prática do desenho no campo da arte? Que formas o
desenho assume em cada processo? Qual a relação com a idéia de projeto, ou seja,
de que forma o pensamento desenhado se transpõe (quando isso acontece) para
outro meio?
Com essas e outras questões em mente e ainda com o intuito de, ainda
que precariamente, inventariar as formas que o desenho vem assumindo na
contemporaneidade bem como conhecer as especificidades desta expressão na
prática artística dos artistas citados, invadimos (de forma consentida) a intimidade dos
seus processos, fuçamos seus ateliers, folheamos seus caderninhos, perguntamos
insistentemente sobre suas intenções e procedimentos e registramos com fotografia e
gravação sonora as visitas. Neste processo se deu a escolha das obras que integram
a exposição.


Mais sobre o projeto e abordagens do desenho:

Desde que não é mais próprio ao desenho a representação de objetos, idéias,
sensações através de signos gráficos dispostos numa superfície bidimensional,
o desenho não se extinguiu mas, ao contrário, assim desapropriado, proliferou
em facetas. A partir da produção artística dos anos sessenta, podemos pensar no
desenho enquanto projeto, instalação, linha, registro, diálogo com a arquitetura,
volume, fronteira, delimitação do espaço, ferramenta de formulação e imaginação;
ou seja, o desenho se desdobrou do campo da representação e aproximou-se ao
pensamento. Se o desenho não representa algo pensado, ele passa a ser o próprio
meio do pensamento; o desenho pensa.

Diante da impossibilidade (e irrelevância) de formular uma definição de desenho,
podemos inventariar a diversidade de sua prática e sua relação com o processo
artístico, e é isto que esta exposição propõe.
Não partimos, portanto, nem de uma idéia predefinida de desenho, nem de
desenhos dos artistas alinhavados por uma temática, mas sim das especificidades
e desdobramentos que o desenho apresenta no processo de cada artista. É esta
pluralidade de práticas de desenho que o visitante terá a oportunidade de apreciar.

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terça-feira, 13 de julho de 2010

O ilustre e o desconhecido

Foto: Gilson Camargo
Causos fantásticos e outros nem tão fantáticos permeiam Antonina. Na sua 9a edição, o festival recebeu duas grandes personalidades: uma conhecida e outra desconhecida. O conhecido era o ator Luís Melo, que ministrou a oficina “O processo de criação”.
Curitibano, Luís Melo espelhava o orgulho paranaense devido ao sucesso de seus personagens nas novelas da Globo. Não à toa a tietagem lhe era pesada: mal podia sair às ruas sem que um fã o abordasse em busca do sagrado autógrafo.

Numa das noites do Festival, Luís Melo quis assitir a um dos espetáculos do palco principal. Havia um pequeno problema: os fãs. Mas havia também uma solução. Lucia Mion, a Lucinha, organizadora do Festival, convocou o time da Educação Física, que trabalhava na recração com as crianças, para montar algo como um cordão humano ao redor de Melo. Ajudaria tanto a ocultar a personalidade e como evitaria que ele fosse prensado na massa de gente antoninense.

Deu certo, até que descobriram que Luís Melo estava no meio do povo e aí nenhum cordão adiantou. Os fãs cercaram o ator querendo uma foto, um autográfo ou ao menos tocar na sua sagrada persona.

Houve pânico. Não aquele de gentes ensandecidas correndo em desespero, mas um contido temor na face de Melo, em apuros com a cercania de fãs. E se houve pânico, houve um herói. Um dos monitores da Educação Física cochichou ao ouvido de Melo, que dissimulou e entrou na onda.
De repente, Melo olha fixo a esse monitor e exclama:

“Sapo! Você por aqui”, e com os olhos já quase em lágrimas, completou: “Meu sonho era te conhecer. Eu sou muito seu fã”.
Sapo manteve a altivez, agradeceu-lhe com um ligeiro aceno.
“Cara, eu quero muito um autógrafo seu”, pediu emocionado Melo.
Sapo consentiu.
“Claro, por favor qual o seu nome?”

E Sapo cerimoniosamente escreveu-lhe a dedicatória e o autógrafo. Melo, ao receber, com os olhos brilhando feito criança, beijou o autógrafo e disse:
“Estou muito, muito feliz de ter te conhecido pessoalmente”.

As pessoas vendo aquela personalidade maior, reverenciada por Melo, partiram lhe pedir autógrafo, deixando o ator de lado. Sapo, com a mesma cerimônia, distribuía autógrafos a todos, Melo, discretamente furou a horda e se retirou, à francesa. E Antonina ganhava assim sua ilustre personalidade desconhecida.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os funkeiros do Voa Voa

Lia de Itamaracá e os grupos Voa Voa e Mundaréu realizam show de abertura do 20º Festival

O ano era 1996. O Voa Voa iria nascer, durante o Festival. O percussionista Pedro Solak ensinava baque virado e, num dia de sol, decidiu tirar os alunos da sala para um espaço aberto. Era quarta, ou quinta-feira, e ele tinha composto um funk, para tocar com os alunos. Comandava as mudanças de ritmo com números de um a cinco, sinalizados com os dedos. Não sabia como sinalizar a mudança para o recém-composto funk. Perguntou aos alunos:
“Pessoal, que sinal uso para marcar a mudança para o funk”.
Neste momento, uma revoada de mais de 200 pássaros chamou a atenção de todos. Um aluno disse:
“Voa”. Era o sinal do funk. Para não confundir com o número dois, Pedro combinou usar dois “Vs” feitos com dedo. O sinal do funk seria, então, “voa voa”. Na sexta, o grupo ia sair para a rua, de noite, e não tinha nome para colocar no estandarte. Solução: Voa Voa.
No sábado, o Voa Voa foi tocar na Ponta da Pita. O mestre, virado para o mar, vê um pescador, no horizonte, ensandecido, batendo o remo no mar. Quando o batuque para, todos ouvem os gritos do homem:
“Maracatu, maracatu”.
O som chegava longe. Um bêbado já havia dito:
“Maluco, o som bate nas montanhas e volta”.
Outro pescador ouvira, do trapiche, o som que vinha da Pita. O vento carregava o batuque do Voa Voa. Este dia virou outra composição:

“Eu estava olhando o horizonte,
“Quando, do alto, o tambor me chamou,
“Virando na força e na graça,
“Nas asas do vento eu levo o meu som.”
O grupo continuou em Curitiba. Não tinha quase nada no início, mas tinha um nome: "Voa Voa".

Confira a programação completa do 20º Festival de Inverno em Antonina!

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Dança está nos palcos, nas ruas e nas oficinas do Festival


A dança é uma forma de expressão que não poderia ficar fora do Festival e ela está em todo lugar: nas oficinas, na frente do palco principal, no Theatro Municipal e no trapiche.
Durante o dia vemos a dança nas oficinas “Danças Circulares” ou “Cantigas e Danças Populares”. A primeira é com danças tradicionais dos povos que normalmente celebram a abertura e fechamento de ciclos. A outra envolve bumba meu boi, samba de roda,coco pernambucano e maranhense e cacuriá (dança maranhense).

É a primeira vez que Dodô Bertone, ministrante da oficina “Cantigas e Dança Populares” vem a Antonina para o Festival e o evento superou a expectativa que ele tinha. Dodô apenas lamenta a pouca participação dos antoninenses. “Espero que o Festival e a oficina ajudem a fortalecer o vínculo com a dança”, afirma.

Daniela Santana, uma das alunas da oficina, nota que os antoninenses estão isolados. Segundo ela, isso acontece porque estão muito ligados aos sons difundidos pelo rádio e TV.

A ministrante da outra oficina, Carmela Bardini, freqüenta o Festivaç desde 2002, mas é a primeira vez que vem dar aulas. Ela vê a dança, principalmente as danças circulares, como forma de meditação.

Como as danças circulares não exigem performance e não são de apresentação, o encerramento será na rua. “Nós vamos ensinar e chamar as pessoas para participar”, explica Carmela.

Hoje e na sexta-feira, o Theatro Municipal será tomado pela dança. Hoje o Grupo Carmem Romero Dança Flamenca fará uma apresentação que mostrará a riqueza da cultura flamenca. “Diacronia” é o espetáculo da Téssera Companhia de Dança da UFPR que resgata as apresentações significativas na história do grupo.

Cada dia uma banda anima o palco principal. Gustavo Cavalho mora em Antonina há seis anos e quando não está trabalhando vai conferir o show com seus amigos. “É só fazer tempo bom que a gente sai pra ver o agito”, conta.

Depois do show a festa continua no trapiche. Todos seguem para lá, onde formam rodas de música e dança que todos participam. Segundo Pedro Solak, músico que participa do Festival há 14 anos, as pessoas se comportam de um jeito diferente durante o evento. “O evento ajuda a abrir a cabeça e tirar as pessoas do padrão”, completa.


Confira a programação completa do 20º Festival de Inverno em Antonina!

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

MusA expõe "Cadernos de desenho" em julho




A exposição Cadernos de desenho será realizada no Museu de Arte da UFPR - MusA,
em Curitiba, com abertura e conversa sobre a exposição no dia 1 de julho, às 16h00. A
exposição integra o projeto homônimo, contemplado pelo Edital Elisabete Anderle, que
compreende uma exposição itinerante e um livro (a ser publicado em breve), ambos
resultados das atividades da pesquisa sobre as obras e processos dos seguintes
artistas: Carlos Asp, Fernando Lindote, Julia Amaral, José Antônio Lacerda, Raquel
Stolf e Yiftah Peled.

Além de Curitiba, a exposição já foi realizada em Florianópolis, no Memorial Meyer
Filho e na Galeria de Arte da Fundação Cultural de Criciúma. Na Galeria Municipal
de Arte Victor Kursancew, em Joinville, a exposição acontecerá no mês de agosto.
A concepção do projeto é de Aline Dias. Produção e pesquisa foram realizadas por
Aline Dias, Ana Lucia Vilela e Julia Amaral e incluiu a visita aos ateliês dos artistas
convidados, provenientes de diferentes gerações, com linguagens e produções
artísticas singulares, bem como abordagens e usos distintos do desenho em seus
processos.



SERVIÇO
O quê: Exposição Cadernos de desenhos
Quando: abertura no dia 1 de julho,
quinta-feira, às 16h00. Visitação de1 a 31
de julho de 2010, de segunda a sexta, das
9h às 18h e sábado das 9h00 às 13h00.
Onde: Museu de Arte da UFPR - MusA.
Endereço: Rua 15 de novembro, 695, 1º.
Andar. Centro – Curitiba.
E-mail: musa@ufpr.br



Sobre a pesquisa:
Como se dá, atualmente, a prática do desenho no campo da arte? Que formas o
desenho assume em cada processo? Qual a relação com a idéia de projeto, ou seja,
de que forma o pensamento desenhado se transpõe (quando isso acontece) para
outro meio?
Com essas e outras questões em mente e ainda com o intuito de, ainda
que precariamente, inventariar as formas que o desenho vem assumindo na
contemporaneidade bem como conhecer as especificidades desta expressão na
prática artística dos artistas citados, invadimos (de forma consentida) a intimidade dos
seus processos, fuçamos seus ateliers, folheamos seus caderninhos, perguntamos
insistentemente sobre suas intenções e procedimentos e registramos com fotografia e
gravação sonora as visitas. Neste processo se deu a escolha das obras que integram
a exposição.


Mais sobre o projeto e abordagens do desenho:

Desde que não é mais próprio ao desenho a representação de objetos, idéias,
sensações através de signos gráficos dispostos numa superfície bidimensional,
o desenho não se extinguiu mas, ao contrário, assim desapropriado, proliferou
em facetas. A partir da produção artística dos anos sessenta, podemos pensar no
desenho enquanto projeto, instalação, linha, registro, diálogo com a arquitetura,
volume, fronteira, delimitação do espaço, ferramenta de formulação e imaginação;
ou seja, o desenho se desdobrou do campo da representação e aproximou-se ao
pensamento. Se o desenho não representa algo pensado, ele passa a ser o próprio
meio do pensamento; o desenho pensa.

Diante da impossibilidade (e irrelevância) de formular uma definição de desenho,
podemos inventariar a diversidade de sua prática e sua relação com o processo
artístico, e é isto que esta exposição propõe.
Não partimos, portanto, nem de uma idéia predefinida de desenho, nem de
desenhos dos artistas alinhavados por uma temática, mas sim das especificidades
e desdobramentos que o desenho apresenta no processo de cada artista. É esta
pluralidade de práticas de desenho que o visitante terá a oportunidade de apreciar.

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