segunda-feira, 8 de junho de 2009

Fiscal fajuto interrompe a última apresentação do Coro da UFPR

A interrupção do fiscal da "PROAP" deixou a platéia inquieta durante o Recital de Câmara do Coro da UFPR no TEUNI - Teatro Experimental.

O fiscal interrompeu o recital afirmando que "precisava cumprir ordens", dizendo que havia "um problema no programa". Alvaro Naldony, diretor artístico do recital, discutiu com o fiscal defendendo a apresentação mostrando que no programa não havia problemas — "todas as músicas recitadas já são de domínio público faz muito tempo", disse. "Bramhs, por exemplo, só poderia cobrar direito autoral mandando uma carta do céu, ou do cemitério", brincou um dos integrantes do coral. No final, o fiscal saiu de cena dizendo que voltaria com seu patrão para resolver o problema. E então, até o fim do espetáculo, sequer deu sinal.


Foto: Fábio Marcolino/PROEC

O dito Fiscal do PROAP: "Proteção ao Artista Pobre".
Você não acha que ele tem uma cara de mau?

O que muitos ainda não sabem é que o suposto defensor de direitos autorais era apenas uma brincadeira que fazia parte do show — e isso aconteceu em todas as apresentações. "A intenção era essa mesma. O nome do espetáculo é da inquietude ao silêncio, e eu queria provocar a sensação de ansiedade no público durante a apresentação" — diz o diretor artístico do Recital e maestro do coro, Alvaro Naldony. Funcionou. Era visível a preocupação do público quando o fiscal chegou com sua jaqueta de couro, gravata e bigode de malvado.

No último sábado, o fiscal, interpretado pelo ator Antônio Navarro (aluno do curso de Artes Cênicas da UFPR) conseguiu até mesmo fazer o próprio Coordenador de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura acreditar que aquilo era real. Sem saber que fazia parte do espetáculo, logo se levantou da platéia em prontidão para ajudar o maestro a defender a apresentação quando o fiscal chegou. "Genial essa idéia do Alvaro. A intervenção foi tão plausível quanto todos os entraves burocráticos que a coordenadoria de cultura enfrenta que eu até já fui preparado pra mandar aquele cara pra longe" disse rindo o Coordenador Professor Guilherme Romanelli quando revelaram a ele que ele tinha caído na pegadinha.


Um comentário:

Cristiano Olderground disse...

Muito bom, o ator tem cara de mau e de fiscal, mas é gente boníssima, da melhor qualidade...certamente, não fosse como ator, ele estaria lá pra defender a pirataria de todo o acervo de Brahms ;-)!

Cristiano